China atrasa exportação de máscaras e ventiladores após reclamações de qualidade

 

As autoridades chinesas começaram a inspecionar cada remessa de respiradores N95, ventiladores e outros suprimentos médicos em busca de problemas de qualidade antes da exportação, uma política que provavelmente atrasará a chegada de equipamentos essenciais aos hospitais em todo o mundo que estão lutando para lidar com a pandemia do coronavírus.

A política, anunciada pela Administração Geral das Alfândegas na sexta-feira, produziu atrasos imediatos no sábado, enquanto fabricantes, agentes de frete e comerciantes tentavam entender como cumpri-la. Dependendo da cidade, eles disseram, os atrasos podem variar de algumas horas a alguns dias ou mais, já que os funcionários do governo se apressam em obedecer.

A nova política aduaneira surge após uma série de reclamações da Europa de que os suprimentos médicos da China apresentavam problemas de qualidade. As autoridades chinesas contestaram que muitas dessas reclamações envolviam respiradores industriais que foram comprados para uso médico, mas não foram projetados para atender a esses padrões.

Os novos atrasos ocorrem em um momento em que os países reclamam que um vale-tudo global para equipamentos de proteção individual deixou uma escassez aguda de médicos e enfermeiras. Esses países incluem Estados Unidos, Espanha e, mais recentemente, Rússia.

A China é o maior produtor mundial de uma ampla variedade de suprimentos médicos. Sua liderança na manufatura se ampliou em muitos setores à medida que ela se engajou na mobilização nacional da produção de suprimentos médicos desde o final de janeiro, quando Pequim ordenou um bloqueio na cidade de Wuhan para conter a rápida disseminação do coronavírus ali.

A produção diária de máscaras e respiradores na China aumentou de 10 milhões no início de fevereiro para 116 milhões apenas quatro semanas depois.

A agência alfandegária chinesa disse na sexta-feira que avaliaria a qualidade dos suprimentos médicos antes da exportação, aumentando os controles que os exportadores já enfrentam. A agência vinha verificando se os suprimentos médicos eram contados com precisão, se os produtos infringiam patentes estrangeiras e se os documentos que acompanhavam as remessas eram fraudulentos.

A agência não deu nenhuma indicação de quanto tempo o teste de qualidade pode demorar.

Muitas fábricas já possuem seus próprios inspetores de qualidade. As novas regras do governo exigem uma verificação adicional pelos inspetores da alfândega ou outros inspetores do governo que atuem em seu nome.

As novas regras cobrem as exportações da China em 11 categorias: respiradores médicos e máscaras cirúrgicas, roupas de proteção médica, termômetros infravermelhos, ventiladores, bonés cirúrgicos, óculos médicos, luvas médicas, protetores de calçados médicos, monitores de pacientes, toalhas de desinfecção médica e desinfetantes médicos.

 

 

 

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Horário da postagem: agosto-07-2020
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